Mitos e verdades sobre o álcool nos cosméticos

Existem duas maneiras principais em que o álcool pode aparecer em um cosmético:

 

1. Como um ativo em si, adicionado na formulação;

2. Como componente de um extrato botânico, que é o caso de várias das nossas fórmulas.

Existem diversos tipos de álcool, e nos enganamos ao pensar que todos são líquidos e semelhantes ao álcool que temos em casa. Esse que utilizamos nos extratos é o álcool de cereais orgânico, de origem vegetal e não sintética. Nessa apresentação, o álcool é um solvente extremamente eficaz e tem sido muito importante para os cosméticos orgânicos em todo o mundo. Ele consegue extrair a máxima propriedade das plantas (bem mais do que a água, por exemplo) e além disso, faz com que o uso de conservantes no extrato seja dispensado, porque o álcool já tem essa função. Na fórmula final, protege contra crescimento de microrganismos indesejados.

“O Álcool é um solvente muito eficaz e tem sido muito importante nas formulações orgânicas no mundo todo.”

Os estudos mostram que, por ser extremamente volátil, o álcool de cereais evapora em segundos após o contato com a superfície, não provocando prejuízo e tampouco sendo absorvido pela pele. Muito diferente de alguns conservantes sintéticos amplamente utilizados, que são retidos e absorvidos pela pele, trazendo consequências a longo prazo. Além disso, a concentração em que o álcool aparece nas formulações é infinitamente menor do que a utilizada na maioria dos estudos que comprovam ressecamento da pele devido à exposição de produtos com esse ingrediente. Além do álcool dos extratos, as nossas formulações sempre trazem ativos que ajudam na manutenção da barreira de proteção da pele e por isso, acreditamos, que o álcool nessa situação específica é muito mais nosso amigo do que um vilão.

“Mas cuidado com o uso excessivo do álcool gel nas mãos sem um cuidado complementar.”

Agora, não podemos deixar de falar dos álcoois em gel que tanto estamos usando nesse período de covid-19. Nesses sim, o álcool é adicionado como ativo, em alta concentração, e muitas vezes sem outros ativos umectantes combinados. É provável sim, nesse caso, que o álcool agrida a camada lipídica da pele, e a deixe exposta. Por isso, é importante repor essa camada com um bom hidratante, e até mesmo, quando em casa, optar por higienizar as mãos com água e um bom sabonete.

*se você estiver com a pele previamente irritada e sensibilizada por algum motivo, pode sentir ardência no uso de produtos com álcool, mas estudos mostram que essa substancia não é responsável por provocar alergias e irritações. Lembrando que cada pele reage de uma maneira, e somos a favor de analisar cada situação e suas infinitas variáveis pra que a melhor escolha possa ser feita.

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